sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E você, agora. - II

Como quem a mim oferecesse um cigarro que fumaríamos juntos bebendo um copo d'água em vez de café, eu daria com o seguinte: você foi, desde o início, o início dos tempos; minha pangea, formação dos mares a partir de mares antes destes. Você é meu, historicamente. É o próprio momento em que surgiu em faíscas e drama para mim: o primeiro de todos.  E hoje, graças à criação do tempo, à passagem de tuas sucessivas eras, há água de beber, copos, cigarro e café.

5 comentários:

Glauber Melo disse...

André
Que grata oportunidade de conhecer um pouco mais do teu trabalho.
Ainda que eu não alcance alguns conceitos filosóficos, tuas preposições permitem reflexões apaixonantes.
Estou acompanhando.
Glauber

Lilly disse...

Caramba, fiquei arrepiada!

Lilly disse...

Não tô acreditando de novo. Li de novo e de novo, arrepios!

André Lima disse...

Puxa, Lilly, sério? Eu quase não acreditei neste textinho. Caminhos da comoção...

Obrigado, querida.

Um aviso: em breve novo blog, novos textos. 'Stou tomando fôlego!

Beijão

Glauber Melo disse...

Caminhos da comoção, nao poderia ter melhor descrição.
"Criação dos tempos, passagem de suas sucessivas eras" foi um ecstasy, clímax.
Realmente arrepiante. Pespretenciosamente direto, inicialmente solene, emocionante e arrepiante.

Sucesso!