terça-feira, 6 de novembro de 2007

7 anos


Eu nem sei com quem estou falando, mas é preciso ir dizendo. Eles já sabiam que filhos não nascem senão parecidos com os pais. Eu também sabia. Tratávamos assim do que era possível com aplicação e intensidade.

Além disso, eu também sabia da minha baixa auto-estima e confiava nela. Não acreditando eu chegaria a algum lugar; algum lugar que eu queria. Onde eu encontraria eu só pra mim. Mas não podia começar a me gostar antes disso.

E deles? Deles eu gostava demais. Era bonito porque, embora esse amor fosse expresso inclusive por palavras, ninguém tomava propriamente conhecimento disso. Vivíamos: eles dando conta de tudo sobre mim, de como eu poderia crescer me alimentando do que há. De como eu deveria cuidar da hora de dormir, escovar os dentes e aparecer diante das visitas, e sorrir para as visitas e aceitar sem cara de asco o desejo destes alheios em devorar minha face. Portanto, de como eu poderia vir a ser para tudo. Mas eu só queria ser um tirano de coração frágil, como eles. Como eles ter cinco metros de altura, um cúmplice e desprezo de amor por um menor. Aprendi a ser ansioso como forma de acelerar a vinda da transformação final que me traria a carcaça do novo eu. Gigante que ocuparia como prêmio pela aplicação em ser então esta simples coisinha necessária que colore, enfurece e faz engasgar de ternura.

Um comentário:

Paula Victoria disse...

"Me permita ser teu espelho? cantar, em mim, teu canto? Tua estranheza, teu espanto? como quem sabe, no fundo que, não há distâncias nestes mundos pois somos uma só Alma, Livreee,
Sim
Somos Livres
Não Possuímos as pessoas
Temos Apenas Amor por elas E
Nada Mais
Mas
É Preciso Ter Coragem para Ser
O que Somos
Vencer o Medo IMAGINADO
Sentir-se SEGURO no INESPERADO
Confiar NO INVISÍVEL
Desprezando o Perecível
Na Eterna Busca de SI mesmo
SER
O Capitão da SUA Nau
E
No mais Terrível Vendaval
Mergulhar bem fundo
Para encontrar o Vosso Ser REAL
E RIR, Porque tudo é Uma Grande Brincadeira, Cada drama é Apenas o Nosso modo de VER, POIS, Na Verdade
A Vida vai nos mostrando, o que nós mesmos vamos CRIANDO, Com o NOsso PODER de CRER..."